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SOS CULTURA

Desde 2001 trabalhando pela cultura simonense


Maria Lília e Denise (*)



Origem da Entidade:


Era o ano de 2001. Em frente ao Theatro Carlos Gomes residia a família Fonseca: Sr. Evandro e D. Eudélia. Os filhos já tinham suas próprias casas, mas vinham em visita aos pais. Numa delas, a filha Magda reuniu amigas de juventude para um café da tarde. Lembranças vieram à tona, trazendo fatos e eventos muito bons que aconteciam na cidade em tempos passados e não mais existiam. Enfim, conversas que até hoje, em 2020, continuamos tendo.


Nesse momento, no alto de sua sabedoria, D. Eudélia chamou-lhes a atenção:

- Por que ao invés de reclamar, vocês não fazem alguma coisa?

- Fazer o quê, como?

- Comecem pelo teatro que está aí em frente, fechado, em estado de

abandono.


Procurem outras pessoas, busquem parcerias, busquem recursos.



Theatro Carlos Gomes

E desse café da tarde, em que estavam presentes a anfitriã, Magda Fonseca Lindemberg e suas amigas: Maria de Lourdes Carlomagno Borelli, Arlete Mázaro, Odette de Lourdes Pasquini Luciano, Marianina Florida Spatuzzi de Paula Ribeiro, Arlete Frazão de Almeida e Therezinha Menocci, surgiu, em setembro daquele mesmo ano, a Associação Simonense de Cultura – SOS CULTURA, entidade civil, sem fins lucrativos, com o objetivo duplo e complementar de recuperar os espaços culturais do município, assim como estimular e desenvolver programas para a ocupação dos mesmos.



A continuidade


Após a criação da entidade, Edméa Therezinha Carvalho e Maria Lília de Almeida Matos juntaram-se às fundadoras. O foco tornou-se a Recuperação do Theatro Carlos Gomes, espaço que permaneceu fechado por 12 anos. Partiu- se, então, para a elaboração do projeto, planilha de custos, encaminhamento para o Ministério da Cultura, procurando aprovação pela Lei Rouanet. Para pessoas, até então acostumadas a dar aulas, foi uma empreitada de peso. Isso feito, enquanto se aguardava aprovação do projeto e captação de recursos para a obra, muitas atividades foram desenvolvidas:


  • Exposição de ensaio fotográfico de Marcos Finotti, sobre São Simão;

  • Exposição de pintura e artesanato de artistas e artesões locais;

  • Exposição “Táxon Butoh” – ensaio fotográfico sobre o bailarino local de Butoh, João Roberto de Souza, pelo fotógrafo Leonardo Rodrigues;

  • Parceria com a Mostra SESC de Cinema;

  • Realização da Mostra de Arte da Juventude;

  • Lançamento de cartões postais sobre o patrimônio construído de São Simão;

  • Recuperação de parte da Estação Rodoviária, antiga Cia. Mogiana;

  • Lançamento do livro “Memórias de um sapato velho” da escritora local, Vilma Denise Gimenes, por doação de membro da comunidade;

  • Promoção de curso de cerâmica Raku, com o artista plástico Cássio Ribeiro;

  • Promoção de palestra “Concertos e Consertos de Leitura” com a professora Carla Maria Bergo Cremonesi, para os professores de escolas públicas e particulares da cidade.


Nessa época, a SOS CULTURA já contava com a ajuda de associados que contribuíam anualmente para a manutenção da entidade, que funcionava em espaço por ela mesma reformado, na Estação Rodoviária.


Por fim, nos idos de 2005, o projeto para a Recuperação do Theatro Carlos Gomes foi aprovado pela Lei Rouanet e teve início a busca pela captação de recursos. Entretanto, essa procura mostrou-se infrutífera e a Diretoria da Entidade já pensava em desistir quando, no ano de 2007, a produtora cultural simonense Marici Vila, ao conhecer o projeto da SOS CULTURA, interessou-se em ajudar na captação de recursos e, através da Lei de Incentivo Fiscal PROAC-ICMS da Secretaria de Estado da Cultura do Estado de São Paulo, captou junto à Companhia Energética Moreno e à Empresa Rodonaves, parte dos recursos necessários, integralmente complementados pela Cia Nestlé, através de contatos do também simonense Alexandre Robazza.


A SOS CULTURA contou ainda com a ajuda e a solidariedade de muitos simonenses para que o projeto se tornasse realidade, destacando-se a Administração Municipal.


E, finalmente, no dia 31 de janeiro de 2009, aconteceu a sonhada reinauguração do Theatro Carlos Gomes, em cerimônia simples, porém, repleta de sentimentos variados: alegria, saudade, esperança.



Atividades após a reinauguração


Desde a reinauguração, o teatro tem sido utilizado pela comunidade simonense para as mais diversas finalidades: além de receber artistas, ou mais ou menos renomados, é palco para simpósios, formaturas, apresentações de balé, de corais, de orquestras, palestras, além dos eventos da Prefeitura Municipal que são, em sua maioria, a SOS CULTURA promoveu:

  • Oficina de Iniciação Teatral no período de 2010 a 2013;

  • Semana de Arte e Cultura, em 2012;

  • Oficina de Canto Coral, iniciada em 2011 e que deu origem ao Coral Osório Bimbati, cuja manutenção é feita pelas doações de associados, inativo neste período de pandemia, mas pronto para voltar. Fica patenteada a importância desse Coral pelas apresentações que tem feito, não apenas na cidade, mas também em Ribeirão Preto, no Shopping Iguatemi e no Novo Shopping, em eventos na Estação Cultura de Santa Rosa de Viterbo, nos Asilos de Santa Rosa e de São Simão, levando alegria aos internos. Apresenta-se ainda, regularmente, no Sarau Lítero-Musical que acontece bimestralmente no Museu Histórico Simonense; e o ousado Projeto Cordas em Concerto, que teve início em 2013 e levou à formação de orquestra constituída por violinos, violas eruditas, violoncelos e contrabaixos.


Durante aproximadamente 05 anos o projeto foi financeiramente mantido de diferentes formas:

  • 2013 - Emenda parlamentar do Deputado Carlos Sampaio

  • 2014/2015 - Subvenção da Prefeitura Municipal

  • 2016 - Anuidades de associados e vendas de pizzas, rifas.

  • 2017 - Verba oriunda de aprovação em edital da Fundação Banco do Brasil.


Esse projeto teve excelentes resultados, incluindo apresentações na cidade e fora dela, destacando-se:

  • Hospital HCCriança de Ribeirão Preto;

  • Semana Zequinha de Abreu, em Santa Rita do Passa Quatro;

  • Evento cultural da Secretaria Municipal de Cultura, em Cravinhos;

  • Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo - espaço mundialmente reconhecido - a convite da Fundação Banco do Brasil.



SOS CULTURA – Atualmente


Durante este ano de 2020, em que o mundo se recolheu em virtude da pandemia COVID-19, a Entidade está sem atividades culturais. Entretanto, permanece de braços abertos para acolher quem queira participar da luta em prol de uma sociedade melhor, com maiores oportunidades para pessoas de todas as idades.


Quando se vê o resultado, normalmente não se avalia o que foi preciso fazer para chegar a ele, mas toda luta empreendida nesses 19 anos de existência valeu muito a pena. A SOS CULTURA trabalha para São Simão.


“Sonho que se sonha só é só um sonho; sonho que se sonha junto é realidade”



(*) Maria Lília de Almeida Matos – Presidente

(*) Vilma Denise Gimenes – voluntária desde 2005



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