Jornal O TRABALHO
ÓRGÃO DA SEÇÃO BRASILEIRA DA 4ª INTERNACIONAL - CORRENTE O TRABALHO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES
EDIÇÃO Nº 689 - 7 a 27 de abril de 2011

EDITORIAL

LUTAR E FAZER VALER A VONTADE DO POVO

Cem dias de governo Dilma.

Março terminou com a marca das mobilizações na construção civil. Contra as terríveis condições de trabalho a que estão submetidos pelas grandes empreiteiras, em especial nas obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), 170 mil trabalhadores fizeram greve, em vários Estados, e arrancaram algumas reivindicações. E os mesmos trabalhadores alertam “se não pagarem direitinho, vamos parar de novo”.

No início de abril começa a jornada nacional de luta pela reforma agrária, jornada que o MST realiza desde o massacre dos 19 trabalhadores em Eldorado dos Carajás, em 17 de abril de 1996. Fazendas começam a ser ocupadas, manifestações e marchas. O MST quer colocar na pauta do governo Dilma a questão da reforma agrária. Depois dos dois mandatos de Lula, nos quais a reforma agrária não foi feita, e o governo Dilma sequer estabeleceu metas de assentamento.

No Brasil, como em outros países, com forma e ritmos nacionais, os trabalhadores e os povos retomam a ofensiva contra a política imperialista, numa luta que tem o mesmo conteúdo: a recusa em aceitar a destruição que lhes oferece o sistema em crise. Eles se mobilizam e têm o ponto mais avançado de sua luta na revolução tunisiana.

O imperialismo pressiona, quer disciplinar todos os governos na sua política de cortes de gastos, “redução dos déficits públicos” para alimentar a especulação e a guerra. Foi no Brasil que Obama, enquanto fazia discurso pela “transição democrática”, anunciou a inaceitável intervenção militar na Líbia!

O que fazer?

No dia 2 de abril, 151 delegados reunidos no 3º Encontro Nacional do Diálogo Petista discutiram como ajudar a reforçar a luta para fazer valer a vontade do povo.

A nação brasileira não precisa vender o que ainda resta de estatal, como a Infraero e os aeroportos, ameaça contida numa Medida Provisória publicada pelo governo. A nação precisa é de recuperar o que lhe foi tirado, como retomar o controle sobre todo o petróleo, e todas as empresas que foram privatizadas.

A nação brasileira não precisa da política que alimenta a especulação que fez com que, só nos dois primeiros meses do ano, R$ 38,4 bilhões fossem torrados no saco sem fundo dos juros da dívida pública. Dinheiro que seria mais que suficiente para assentar todas as famílias acampadas e dar condições de produção nos assentamentos.

Para lutar por essas conquistas os trabalhadores no Brasil construíram seu próprio partido. O PT tem a responsabilidade de se colocar ao lado dos trabalhadores, rompendo com a subserviência ao Planalto, para ajudá-los, através de sua própria mobilização, a impor suas reivindicações.

Com essa disposição o Diálogo Petista adotou um manifesto e várias iniciativas. O primeiro compromisso é engrossar o 1º de maio convocado pela CUT ao redor de uma plataforma que corresponde aos interesses dos trabalhadores. Os petistas estão convidados: participem das plenárias de prestação de contas do encontro que serão organizadas nos Estados e juntem-se a esse esforço que busca ajudar a luta dos trabalhadores!

-----------------------------------------------------------------------------

ESTAMOS EM CAMPANHA....

... para chegar em maio,
mês que O Trabalho completa 33 anos,
com 500 assinaturas.


FAÇA UMA ASSINATURA!

Peça sua assinatura por email ou carta.

Deposite na conta Banco do Brasil
Agência 4055-x - CC 8894-3
Envie comprovante junto com o cupom para
Rua Caetano Pinto, 678 - CEP 03041-000 - São Paulo/SP
Fone/Fax: (11) 3208-8420
Email: redacao@jornalotrabalho.com.br

-----------------------------------------------------------------------------

 

170 mil trabalhadores
fizeram greve contra superexploração das
empreiteiras em obras do PAC

jot686

JUVENTUDE
NACIONAL
CORTE DE VERBAS COMPROMETE A EDUCAÇÃO
Universidades e escolas já sentem os efeitos da redução de recursos
JACAREÍ: NÃO AO AUMENTO DE PASSAGEM DE ÔNIBUS
Jovens lançam abaixo-assinado ao prefeito
CONTRA A PRECARIZAÇÃO DO ENSINO
Estudantes em luta na UFBA



1º DE MAIO COM A CUT, CONTRA O IMPOSTO SINDICAL
Pauta de reivindicações se combina com a luta por liberdade sindical
MOBILIZAÇÃO DOS SERVIDORES FEDERAIS
Eles exigem que Dilma abra negociação
COLOCAR A REFORMA AGRÁRIA NA PAUTA DO GOVERNO
MST reclama que Dilma não estabeleceu metas de assentamento
É HORA DE CONTROLAR O CÂMBIO!
Medidas de soberania para proteger a economia da crise mundial
MP AMEAÇA AEROPORTOS
VERGONHA NACIONAL
Militares comemoram golpe de 64 e combatem Comissão Verdade
“NA OCUPAÇÃO DO HAITI, QUEM DECIDE É EUA, FRANÇA E CANADÁ"
Em giro no país, sindicalista haitiano diz que o Brasil deveria se dissociar da ocupação

DIÁLOGO PETISTA
LUTA DE CLASSES
"O POVO TRABALHADOR EM PRIMEIRO LUGAR"
"POR UM GOVERNO DO PT QUE ATENDA AS REIVINDICAÇÕES"
MANIFESTO AOS PETISTAS


CHEGA DE SUPEREXPLIRAÇÃO NAS OBRAS DO PAC
170 mil trabalhadores fazem greve contra grandes empreiteiras
GEGÊ É FINALMENTE ABSOLVIDO
Falsa acusação cai e júri absolve por unanimidade
VITÓRIA DOS PROFESSORES!
Lei do Piso Salarial é constitucional
INTERNACIONAL
MEMÓRIA
EM LONDRES, 500 MIL SAEM ÀS RUAS
Confederação dos Sindicatos Britânicos chamou manifestação contra cortes nos gastos públicos
REJEIÇÃO AO AJUSTE DERRUBA GOVERNO PORTUGUÊS
Com a mobilização de centenas de milhares contra
plano do governo, parlamento vota contra
EUA:GREVE DE PORTUÁRIOS EM SOLIDARIEDADE À LUTA DE WISCONSIN
Paralisação integra mobililzação nacional em apoio
à resistência contra ataques aos trabalhadores
NA TUNÍSIA, GOVERNO QUER "REESTABELECER A ORDEM"
Primeiro-ministro diz que protestos e greves não são toleráveis, mas as mobilizações prosseguem
A "TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA" NO EGITO
ELEIÇÕES NO PERU
FIM DA INTERVENÇÃO MILITAR NA LÍBIA!

GREVE PARA A POLÔNIA


Às 8 horas do dia 28 de março, 10 milhões de
operários paralisavam completamente o país,
paravam as máquinas e faziam assim a primeira
greve com data marcada e à luz do dia da
história dos países dominados pela burocracia.
Uma demonstração de força gigantesca.
“Vamos à greve para deixar claro ante as
autoridades que Solidariedade é um fator
irrevogável na vida polonesa”, dizia um comunicado
da direção nacional da central sindical
Solidariedade, distribuído em todo o país.
O Trabalho nº 99 – 1/4/1981