ÓRGÃO DA SEÇÃO BRASILEIRA DA 4ª INTERNACIONAL - CORRENTE O TRABALHO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

Vitória de Dilma recoloca:

é urgente atender as reivindicações do povo trabalhador

Diante da perplexidade que tomou conta da direção do PT, quando Dilma não levou no primeiro turno, e frente à ofensiva de Serra contra o PT, quem levantou a cabeça foram os militantes, jovens e trabalhadores.

Em alguns comícios, faixas expressavam o conteúdo do voto. Em Canindé, interior do Ceará, espontaneamente, católicos, o padre inclusive, deram um “chega prá lá” em Serra e sua turma que tentavam faturar um ato religioso. Numa gráfica em São Paulo, militantes petistas montaram guarda até que a polícia chegasse, depois da denúncia por um operário, da impressão de milhões de panfletos da cúpula da igreja, difamatórios contra o PT. Num bairro do Rio, o Sintsaúde, organizou uma manifestação denunciando a demissão de agentes de saúde, os chamados matamosquistos, na época em que o candidato do PSDB era ministro da Saúde. Manifestação que ficou conhecida como o episódio da bolinha de papel.

E no centro do Rio, 10 mil fizeram uma passeata onde a FUP, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) da CUT, reafirmou a aspiração a que todo o petróleo e a riqueza por ele produzida, seja controlada pela nação.

São fatos que demonstram um reagrupamento da classe ao re- dor da candidata do PT, apesar da própria direção de campanha,

mostrando a disposição, pela terceira vez, de levar uma candidatura do PT ao governo, rechaçando o PSDB e o que ele representa. Eleita, Dilma fez seu primeiro discurso sem sintonia com os 56 milhões dos votos que recebeu. A luta continua, agora para enterrar de vez a política do PSDB, que sobreviveu nos últimos oito anos.