![]() |
|
ÓRGÃO
DA SEÇÃO BRASILEIRA DA 4ª INTERNACIONAL - CORRENTE
O TRABALHO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES
|
|
O QUE SE
PASSOU NO 4º CONGRESSO DO PT
|
||
|
Com 1350 delegados foi apenas um dia de discussão
e muito discurso entre 18 e 21 de fevereiro
|
||
|
O congresso começou com um grande acordo das forças representadas na Executiva Nacional. Apenas a Corrente O Trabalho apresentou um texto alternativo sobre política de alianças, publicado aos delegados. Algumas novidades logo na abertura. Quando o regimento foi discutido já estava vencido o prazo para a apresentação de emendas com, no mínimo, a assinatura de 10% dos delegados. Regra corretamente com-batida pelo vereador de São Paulo, José Américo Dias, questionando seu caráter nada democrático. Contra ele falou um membro da mesa que dirigia os trabalhos, Valter Pomar (Articulação de Esquerda), “explicando” que seria bom um congresso como os outros, mas que este era um congresso excepcional! Qual é a excepcionalidade? Nunca antes na história do PT tudo foi preparado, não para os delegados dis-cutirem e decidirem, mas para consagrarem o que já está sendo enca-minhado. Tal restrição à democracia não impediu, todavia, que a mesma mesa desse a palavra, na discussão dos textos sobre tática eleitoral, para a defesa de um texto que não existia. A Tendência Marxista rei-vindicou e a mesa gentilmente concedeu, com o mesmo tempo dos oradores que defenderam os textos publicados, e foi submetido a voto um texto que ninguém viu. Com
toda a limitação do Congresso, os delegados da chapa Terra, Trabalho
e Soberania, e com eles a Corrente O Trabalho, intervieram no congresso
apresentando emendas com assinatura de 260 delegados (ultrapassando
a regra dos 10%), que expressavam a luta em defesa dos interesses
dos trabalhadores, da nação, da soberania
|
![]() |
|
|
dos povos e também da democracia no PT. A imprensa burguesa não poupou palavras para alardear os perigos de algumas decisões do Congresso, como a questão da Reforma Agrária e a redução da jornada para 40 horas, sem redução de salário, para as quais contribuímos e vamos agora defender da ameaça de veto feita pelo PMDB. Aliás, também como nunca antes na história do PT, o Congresso terminou com os dirigentes explicando aos delegados que tudo o que fora decidido não é bem assim, pois quem vai dar a última palavra é o governo de coalizão, ou seja, o PMDB. Nosso combate por um governo do PT que atenda os interesses dos trabalhadores e da nação não terminou com o Congresso.
Misa Boito |
||
|
|
|
|