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Em
28 de maio Lula visitou o Haiti, por ocasião dos 4
anos da ocupação militar da ONU sob comando
do Brasil daquele país.
Na mesmo dia, em São Paulo, no ato das centrais sindicais
em frente ao Teatro Municipal uma faixa era aberta com os
dizeres: “Lula: Retire as tropas do Haiti!”.
Em San Francisco (EUA), convocada pelo Comitê de Ação
Haiti, com a participação do grupo anti-guerra
ANSWER, do Conselho Laboral de San Francisco e outros movimentos,
ocorreu manifestação de protesto diante do consulado
do Brasil, na qual foi denunciada a operação
policial que atacou na capital haitiana, Porto Príncipe,
a vigília pelo líder de direitos humanos Lovinsky
Pierre-Antoine, desaparecido há semanas.
Em 30 de maio, uma comissão de sindicalistas mexicanos
foi recebida na Embaixada do Brasil na Cidade do México
pelo primeiro secretário político e de imprensa
Fabio Abud Antibas e pelo adido militar Paulo S. Nogueira
de Oliveira.
A comissão entregou a Carta Aberta ao Presidente Lula
do militante haitiano David Josué, pedindo resposta
do governo brasileiro.
Estas atividades de protesto pelos 4 anos de ocupação
e de exigência de retirada das tropas do Haiti se deram
no marco das resoluções adotadas no 2º
Encontro Continental realizado na Cidade do México
em abril passado e contaram com o apoio do Acordo Internacional
dos Trabalhadores e Povos.
Que voltem para casa!
Que operação “humanitária”
e de paz é essa, assumida pelo governo Lula no Haiti,
quando as tropas brasileiras abrem fogo contra os que se manifestam
por não ter o que comer?
Adianta distribuir comida antes de Lula chegar, como fi zeram
militares brasileiros em Porto Príncipe? É justo
o presidente do Brasil declarar que as tropas fi carão
no Haiti “enquanto a ONU achar necessário que
o Brasil deve estar presente” (FSP, 29/5), ou prometer
obras de infra-estrutura num país arruinado inclusive
pela ocupação militar?
Não! É hora de aumentar a campanha pela imediata
retirada das tropas brasileiras do Haiti.

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