ÓRGÃO DA SEÇÃO BRASILEIRA DA 4ª INTERNACIONAL - CORRENTE O TRABALHO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES
 
II ENCONTRO CONTINENTAL
  OS POVOS DIZEM BASTA !!!
  Integrado ao processo de resistência no continente, Encontro propõe avançar a unidade
 
“Que vivam os povos das Américas!”
 

O auditório do Sindicato Mexicano de Eletricitários foi palco da sessão de abertura do Encontro que, nos seus 3 dias, travou viva discussão sobre os problemas da luta de classes no continente.

Abaixo trechos de algumas intervenções na sessão de abertura:

- Cynthia McKinney, candidata independente à presidência dos EUA:

“Em 2000 e 2004 os Democratas ajudaram a instalar os Republicanos no poder. Deixei o Partido Democrata. Não poderia ser cúmplice dos crimes de guerra, crimes Contra a humanidade. Aos companheiros presentes nesse Encontro e aos dos EUA, digamos juntos: Fora do Haiti! Fora da Venezuela e do Equador! Não ao Plano colômbia!

Fora da PEMEX! Nós nos EUA nos inspiramos em vocês para levar nossa luta em odos
os rincões e esquinas de nosso país. Que vivam os povos das Américas!”

- Julio Turra, pelo Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos (AcIT):

“A base constitutiva do AcIT foi a luta contra a Guerra e a Exploração. Desde então o
Acordo se propõe a ser um quadro amplo de luta contra nosso inimigo comum, o imperialismo que destrói a humanidade nesse início do século 21.

Todos vimos como o imperialismo utilizou o governo títere da Colômbia para invadir o
território e violar a soberania do Equador, ameaçando diretamente o governo Chávez da Venezuela “.

- Claudia Sheinbaum, do Governo Legítimo de López Obrador:

“No México, pela Constituição o petróleo é da nação e a única empresa que pode explorá-lo e transformá-lo é a PEMEX. Nesse debate estamos nesse momento, como Governo Legítimo e como Convenção Nacional Democrática e como todos os cidadãos que se opõem a essa reforma, porque as pesquisas explicam que 70% dos mexicanos está contra a intervenção privada no setor petroleiro. Se for necessário vamos parar o país, mas o petróleo não vai ser vendido aos interesses estrangeiros e vamos defender a soberania.

 
Declaração final (trechos)

 

Os povos dizem que “a pátria não se vende, a pátria se defende!”, “o petróleo é dos
povos, não das empresas imperialistas!”, “o gás é da Bolívia!”, “sem milho não há País”, “seguridade social, patrimônio nacional!”, “defesa das empresas nacionalizadas!”, “defesa da Pemex!”, “não à guerra, unidade da nação!”. Por todas
estas razões os povos dizem “Não aos Tratados de Livre Comércio” (...)

A resistência dos povos do continente manifesta-se claramente:

- na Venezuela apoiamos incondicionalmente as medidas do governo para recuperar o controle de seus recursos naturais, defender a PDVSA, avançar na nacionalização na siderurgia, no cimento, defender a unidade e soberania da nação. A meta central do governo dos EUA é acabar com o processo revolucionário na Venezuela para assegurar seu domínio no continente.

- na Bolívia e Equador se arrancam conquistas de soberania nacional e, por isso há ameaças das forças submetidas ao governo dos EUA, da mesma forma que estão ameaçadas a soberania e as conquistas do povo cubano. Por isso exigimos o fim imediato do bloqueio de Cuba!

- No movimento de resistência em defesa da Pemex no México ...

- Na luta do povo negro dos EUA contra a limpeza étnica levada a cabo o governo Bush a pretexto do furacão Katrina em Nova Órleans...

- Na luta do povo dos EUA contra a guerra, contra o TLCAN-Nafta e contra a criminalização dos imigrantes...

- Na luta que se dá no Brasil contra as privatizações, em defesa do petróleo e pela retomada para o patrimônio nacional da companhia Vale do Rio Doce.

- No movimento no Peru em que os trabalhadores anunciam uma paralisação nacional contra o TLC e as privatizações do governo de Alan Garcia sob ordens do FMI. (...)

O 2º Encontro Continental decidiu ajudar a forjar a unidade da luta contra a política
de destruição imposta aos trabalhadores e povos de todo o continente...

Para tanto, nos atos de 1º de Maio convocados por organizações sindicais, sociais e
populares, participaremos sobre a base dos lemas do 2º Encontro Continental, inclusive nos Estados Unidos, onde o sindicato ILWU (estivadores costa oeste) convoca paralisação de 8 horas contra a guerra no Iraque (...)