Sexto
ano de governo Lula. Na Venezuela e na Bolívia, podemos
ver a luta popular contra as exigências do presidente
Bush. O povo impulsiona os governos para que tomem medidas
de soberania, como nacionalizações e reforma
agrária, apesar das ameaças ao processo revolucionário.
E o que vemos aqui?
O desemprego e o latifúndio continuam, se retomam as
privatizações, se anunciam cortes nos gastos
e aperto nos juros para manter o superávit e pagar
a divida, segundo as exigências de Washington.
Onde está nos levando esta política do governo
Lula? Nós não aceitamos, e como petistas dizemos:
chega!
Não aceitamos a parceria Lula-Bush para ocupar o Haiti
e consagrar o “acordo do etanol”. Não
aceitamos ver os ministérios dados à coalizão,
nem a “política de alianças” nas
eleições municipais. Não aceitamos a
recriação do imposto sindical pelo PL 1990,
que alimenta a divisão da CUT (em benefício
da CTB do PCdoB).
Nós não aceitamos e chamamos à luta.
Nos sindicatos, nas escolas e nos bairros, dizemos:
– Lula, é hora de outra política! Chega
de parceria com Bush!
Queremos medidas, como a ratificação da Convenção
da OIT No. 158 (contra demissão imotivada) e a Convenção
151 (negociação para os servidores) que Lula,
ouvindo a CUT, propôs ao Congresso Nacional.
Queremos um governo que faça o que um governo petista
deve fazer para nos livrar da política imperialista:
• ao invés de suspender acordos com servidores,
cobre R$ 1,4 trilhão de tributos devidos à União
(34 anos
de CPMF);
• anule o leilão de privatização
da Vale e reverta as concessões e privatizações
anunciadas;
• rompa com o Mercosul;
• faça a reforma agrária começando
por atualizar os índices de produtividade da terra;
• acabe o superávit primário que come
o gasto público para pagar a dívida, e a LRF
que esmaga os Estados e municípios;
Nós defendemos candidatos próprios do PT nas
eleições municipais, que resgatem nossos compromissos,
revertam isenções às empresas e as privatizações.
Essas bandeiras são parte do movimento dos povos deste
continente, cujas conquistas revolucionárias –
notadamente na Venezuela – não abrimos mão.
Por isso ajudamos a organizar o 2º Encontro Continental
“Contra os TLCs, Pela Soberania Nacional, Contra as
Privatizações pelas Reestatizações”
convocado pelo Acordo Internacional dos Trabalhadores, pela
Convenção Nacional Democrática do México
(CND) e pelos sindicatos.
Markus Sokol, eleito ao DNPT pela chapa Terra, Trabalho e
Soberania, juntamente com Aurélio Medeiros, presidente
da Federação dos Químicos do RJ/CUT e
ex-candidato a presidente estadual do PT, Arnaldo Fernandez,
Coordenador Geral da Federação Nacional Independente
Sobre Trilhos/CUT, Bárbara Alves, Coordenadora Estadual
do Setorial GLBT PTBA, Francisnaldo Carvalho, da Executiva
do PT de Serra Talhada-PE, Franscisco de Paula Silva, da Executiva
do PT de Barretos-SP, nos dirigimos a todos para fazer uma
reflexão e um convite.
Propomos nos reunir num quadro de respeito mútuo às
posições de cada um, submetendo desde já
nossas reflexões à discussão. Perguntamos:
não é chegada a hora, vendo o rumo que as coisas
tomam, de juntos criarmos uma força?
Uma força que não concorra com as organizações
construídas pelos trabalhadores, mas que ajude os trabalhadores
a servirem-se dessas organizações, combatendo
aqueles que, de todos os lados, querem destruí-las.
Para isso, propomos realizar em junho um amplo encontro para
discutir como prosseguir no combate. |