ÓRGÃO DA SEÇÃO BRASILEIRA DA 4ª INTERNACIONAL - CORRENTE O TRABALHO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES
 
ÚLTIMA HORA
  Lula, essa conta não é dos trabalhadores!
  senado cria rombo orçamentário de 40 bilhões
 

Em votação no Senado dia 13 de dezembro, o bloco PSDB/Democratas (com senadores da “base aliada” e o PSOL) derrotou o governo derrubando a renovação da CPMF. De fato, os mesmos que na década passada criaram a CPMF, junto com a DRU (Desvinculação das Receitas da União) e outros instrumentos para desviar do Orçamento para o pagamento da dívida, agora, a serviço da mesma política, mantiveram a DRU, mas derrubaram a CPMF para obrigar o governo Lula a ir mais longe nos cortes de gastos públicos, demissões e privatizações. O governo Lula reagiu de forma aparentemente contraditória para cobrir a receita prevista com a CPMF de 40 bilhões em 2008. De um lado, anunciou aumento nas alíquotas de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e CSSL (Contribuição Social Sobre o Lucro) dos bancos, e a retomada da taxação das remessas de lucros das multinacionais. PSDB/DEM e a Febraban condenaram essas medidas. Mas, de outro lado, o governo anunciou cortes de 20 bilhões em gastos, inclusive nos ministérios sociais, como reconhece o ministro da Educação, mais a suspensão de concursos públicos e dos acordos negociados com o funcionalismo federal. É o objetivo da burguesia! Mas como é possível aceitar esse golpe nos serviços públicos?

Divulga-se que 2007 foi o pior ano da reforma agrária. Ressurge a febre amarela que, como a dengue, haviam sido extintas, mas voltam em conseqüência da descentralização-destruição da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) para desviar dinheiro para pagar a dívida. O povo não pode e não vai aceitar essa imposição do imperialismo e da burguesia ao qual Lula se subordina.

Não foi o povo que criou a dívida, nem a CPMF para pagar a dívida. Muito menos foi o povo quem criou o rombo de 40 bilhões no Orçamento!

Um autêntico governo do PT começaria por abandonar a política de superávit primário que só em 2007 carreou 103 bilhões para a dívida. Que existe outra saída, testemunhou o senador Sibá Machado (PT-AC) na madrugada da votação, ameaçando a oposição caso derrubas se a CPMF a fazer “como na Argentina” que suspendeu o pagamento da dívida. . .até que o próprio líder do governo, Romero Jucá (PMDB), literalmente o mandas se “calar a boca”!