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DEPOIS DO 4º CONGRESSO
Quando
Lula encerrou o 4º Congresso do PT dizendo que “não
tem que ter medo de tomar decisões e estatizar setores
estratégicos que não estiverem funcionando", ele se
aproximou do sentimento de boa parte dos delegados,
hostilizados pela mídia.
Esses
delegados, como os trabalhadores e povos da América
Latina, querem reestatizar as riquezas privatizadas
pelo imperialismo, para fazê-las “funcionar” em benefício
da nação.
Mas
no dia anterior, Berzoini, jogou o peso da direção
para derrotar a emenda de João Moraes (coordenador
da FUP) à plataforma que falava em “crescente nacionalização”,
acrescentando a “retomada do monopólio estatal do
petróleo”. E ainda fez votar duas vezes porque parecia
ter perdido!
O resultado simboliza os limites da plataforma do
4º Congresso. Como reestatizar num “governo de coalizão”
com o PMDB?
Falando como candidata do PT, Dilma, enfatizou a soberania,
mas exemplificou o empréstimo do governo de 14 bilhões
ao FMI que faz a “diferença da soberania”. Como assim?
Os 14 bilhões saíram das reservas produzidas pelos
altos juros pagos aos especuladores pelo Banco Central
de Meirelles (PMDB). E fortalecem um instrumento contra
a soberania dos povos, o FMI que está exigindo cortes
e demissões na Europa.
É
preciso romper com a política econômica para conquistar
a soberania nacional e atender as reivindicações populares!
A Corrente O Trabalho, que apresentou uma Tática Eleitoral
alternativa, e cinco emendas à plataforma, algumas
incorporadas, se congratula com os delegados de todas
as correntes que aprovaram a redução da jornada para
40 horas sem redução de salário e a ampliação da reforma
agrária, por exemplo.
Da nossa parte, continuaremos a luta por um verdadeiro
governo do PT, pela ruptura do laço com o imperia-lismo
com a retirada das tropas do Haiti, apoiando a campanha
pelo petróleo para a Petrobras 100% estatal.
Para
isso é preciso se desvencilhar do “acordo nacional
com o PMDB” do ministro Hélio Costa que quer privatizar
os Correios, e do ministro Jobim que quer privatizar
a Infraero.
Os
documentos não mencionam a sigla PMDB, mas como Lula,
Dilma e os dirigentes, subordinam a plataforma do
4º Congresso ao “acordo nacional”, o que vai sobrar
depois de passar pelo crivo do PMDB?
De nossa parte, combateremos nas eleições contra a
volta dos privatistas e pró-imperialistas, juntos
na campanha de Dilma e do PT, defendendo os pontos
da plataforma do 4º Congresso hostilizados pelos privatistas,
apoiando candidatos a deputado comprometidos com as
reivindicações da classe trabalhadora.
O
PT chega a 30% da preferência eleitoral, mas a paciência
dos militantes tem limites: surpreendeu a todos o
terço dos votos obtido entre os delegados ultra-selecionados
pelo PED, na emenda que a imprensa “não viu”, pedindo
o fim do PED com a volta do encontro de delegados
para eleger a direção.
Razão à mais, para apoiarmos a agenda de reuniões
do Diálogo Petista, uma discussão para a luta de classe
e para as eleições, espalhando as Audiências sobre
o projeto do Petróleo da FUP, vídeos-debate sobre
o Haiti depois do terremoto, e a defesa de candidaturas
próprias do PT a governador, junto às lutas que marcarão
o período.
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