A
Corrente
O Trabalho do PT vai realizar, no início
de junho, seu 27º Encontro Nacional, dedicado
ao nosso camarada Pierre Lambert, falecido em
16 de janeiro. Neste ano em que se completam
os 30 anos da existência do Jornal O Trabalho,
nosso Encontro estará voltado para as
respostas do que fazer e como fazer para ajudar
a luta dos trabalhadores pela sua emancipação,
terminando com o regime da propriedade privada
dos meios de produção.
Num
momento em que o imperialismo busca apoiar-se
nas direções que, no interior
do movimento operário, se dispõem
a associar-se aos seus planos de destruição,
a defesa da independência das organizações
construídas pelos trabalhadores em sua
luta de classe, a defesa da soberania nacional
–compromissos com os quais lançamos o
número zero do nosso jornal – é
a base de toda a elaboração de
nosso Encontro.
É
o que se expressa neste número de “O
Trabalho”. O combate sem tréguas contra
os que querem dividir a CUT e contra a política
que põe em risco a sua independência.
Nosso compromisso de lutar – junto com os petistas
que recusam alianças que avançam
a destruição do PT – para impedir
o acordo com Aécio Neves (PSDB), em Belo
Horizonte. Nossa disposição em
combater juntos, no respeito mútuo às
diferenças, com todos aqueles que combatem
para que os trabalhadores possam utilizar suas
organizações, com o fim de barrar
a ofensiva do imperialismo, como é proposta
da Carta-Diálogo publicada como encarte
nesta edição.
Defendendo
a unidade dos trabalhadores na luta pelas suas
reivindicações, estaremos no próximo
dia 28 de maio nas ruas, atendendo ao chamado
da CUT, pela redução da jornada
de trabalho e pelo fim do fator previdenciário.
No mesmo dia, completam-se quatro anos do envio
de tropas brasileiras ao Haiti, o que nos leva
à necessidade de exigir sua retirada
imediata.
A
exigência de ruptura do governo Lula com
a política do imperialismo se traduz
na luta dos trabalhadores e suas organizações
em recuperar para a nação tudo
o que foi privatizado, como estão fazendo
trabalhadores e povos de países vizinhos.
Apoiamos a juventude que quer organizar-se de
forma autônoma na luta pelo direito a
um futuro.
Neste
mês em que se completam 60 anos da catástrofe
(Nakba), que foi a criação do
Estado sionista contra o povo palestino, reafirmamos
o direito do povo palestino ao retorno e à
constituição de um só Estado
laico e democrático em toda a Palestina
histórica.
O
governo Bush, para derrotar a luta dos povos,
que, nos países vizinhos, conquistam
medidas de soberania, quer fazer na América
do Sul o que foi feito na ex-Iugoslávia,
por meio de provocações contra
o governo Chávez e investidas para dividir
a Bolívia. Só a unidade da luta
dos povos de norte a sul do continente poderá
derrotar essa política.
Nosso
jornal só pode levar essas lutas porque
há trinta anos todas as edições
foram sustentadas pelos trabalhadores e jovens
que pagam para nos ler.

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