A
oligarquia
investe para dividir a Bolívia, nação
que começa a recuperar o controle de
suas riquezas, enquanto o povo trabalhador rechaça
com sua mobilização o separatismo.
A
situação em Santa Cruz, departamento
boliviano, é, hoje, o ponto mais avançado
na América do Sul da ofensiva do imperialismo
dos EUA para tentar frear os processos revolucionários
e assim prosseguir sua política que leva
milhões de pessoas, em 50 países,
a revoltas da fome.
A
luta dos trabalhadores e povos contra o imperialismo
expressou-se no 2º Encontro Continental
(México, 4 a 6 de abril) contra as privatizações
e os tratados de livre comércio, em defesa
das reestatizações e da soberania
nacional (JOT 637). Agora, as delegações
ali presentes fazem em seus países reuniões
de prestação de contas, que ocorrem
também no Brasil. Reuniões para
continuar e reforçar
a batalha pela unidade dos trabalhadores e suas
organizações contra a ofensiva
imperialista, para as quais convidamos nossos
leitores.
A juventude, em busca de um futuro, também
se organiza para lutar. No 10º Encontro
Nacional da Juventude Revolução
os delegados disseram “a juventude vai
se unir, o imperialismo vai cair”. No
Brasil, o foguetório de que o país
seria confiável para o capital financeiro,
não
esconde o fato de que os preços da cesta
básica explodem.
Para a maioria do povo, os bilhões que
giram nas bolsas de valores, que podem virar
fumaça da noite para o dia, não
são motivo de festa.
A “confiança do mercado”
vem de uma política que se nega a anular
o leilão da Vale e mantém os leilões
do petróleo. Vem de anúncios de
nova reforma da previdência ou dos enormes
lucros do agro-negócio, turbinados pelo
acordo do Etanol feito entre Lula e Bush em
2007.
A Carta-Diálogo submetida à discussão
com petista e cutistas defende a necessidade
de exigir de Lula que rompa com essa política
que serve ao imperialismo e propõe aos
trabalhadores e jovens que se sirvam de suas
organizações para impor suas reivindicações.
O que se traduz, por exemplo, na exigência
de retirada das tropas brasileiras do Haiti.
O caminho aberto pela luta dos povos na Venezuela,
Equador, Bolívia, México é
o da ruptura com a política do governo
dos EUA. É o que leva os presidentes
Hugo Chávez e Rafael Correa a tomarem
clara posição em defesa da unidade
da Bolívia contra os intentos separatistas
insuflados pelo imperialismo, reforçando
assim a luta dos povos das Américas pela
união de nações soberanas
e povos livres!

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