No
momento em que em vários países
como Haiti e Burkina Faso (África) os
povos se sublevam contra a fome, uma questão
se coloca: quem são os responsáveis?
No Haiti, em uma semana, o preço de 50
quilos de arroz saltou de 35 para 70 dólares.
Alimentação
básica do povo africano, o preço
do arroz explodiu nos últimos meses,
como em Serra Leoa, com uma alta de 300%. Seriam
os haitianos ou os africanos responsáveis,
por estarem comendo muito, como pretendem alguns?
Não,
responsável é a classe capitalista,
os grandes bancos, as multinacionais que, pela
especulação financeira desenfreada
provocaram o estouro dos preços dos alimentos
em escala mundial.
Responsáveis
são os tratados de livre comércio,
como o NAFTA (entre EUA, Canadá e México)
que ameaça privar o povo mexicano do
milho, elemento básico de sua alimentação.
Responsável é a política
de pilhagem das nações, de privatização
e guerra.
Para
ajudar a unidade na luta, em todo continente
americano, contra essa política, realizou-se
nos dias 4,5 6 seis de abril, na cidade do México,
o II Encontro Continental.
A
representatividade das delegações
presentes, como a dos EUA, que reunia o que
tem de mais avançado no país na
luta pela construção de um partido
negro e contra a guerra, como Cynthia Mckinney,
candidata negra independente às eleições
presidências desse ano. A delegação
equatoriana, mantada por um encontro nacional
das principais organizações operárias.
A presença de representantes da CUT e
do PT na delegação brasileira,
a participação da Convenção
Nacional Democrática do México,
que através de Claudia Sheinbaum, na
abertura do Encontro colocou a luta em defesa
da PEMEX, permitiu que o II Encontro Continental,
se realizasse num verdadeiro quadro de frente
única da luta contra as políticas
que ameaçam as nações e
os povos.
De
norte a sul do continente americano, o II Encontro
concluiu que os problemas colocados são
os mesmos que sofrem os povos de todos os continentes
e por isso decidiu propor a realização
de um Encontro Mundial.
A
fome que aflige povos de vários continentes
é expressão da política
de guerra e destruição a serviço
da especulação financeira, contra
a qual lutam os povos em todo mundo. Ajudar
a reunir representações da luta
contra a política do imperialismo, a
começar por trabalhadores dos Estados
Unidos que também convocam o Encontro
Mundial, é a proposta pela qual nos comprometemos
a trabalhar, com toda a delegação
brasileira presente ao Encontro do México.

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