A
mídia
brasileira cobre em detalhes a campanha dos
dois grandes “partidos irmãos”
do EUA, democratas e republicanos. Enquanto
isso, em todo continente o povo se mobiliza
contra a política que ambos representam:
os interesses do imperialismo estadunidense
que, para preservar o regime da propriedade
privada dos grandes meios de produção,
empurra toda humanidade à barbárie.
Na página 5 dessa edição
um artigo sobre a crise imobiliária nos
EUA busca demonstrar que ela está longe
de ser episódica e, portanto de estar
resolvida. As multinacionais e o capital financeiro
vão querer jogar nas costas dos trabalhadores
e dos povos o custo dos bilhões perdidos.
Mas também nos EUA a candidatura negra,
independente, de Cynthia
Mckinney mostra que entre o céu dos republicanos
e democratas e o inferno da situação
da vida dos negros nos EUA, há uma resistência
que busca se organizar.
Centenas de milhares de pessoas no México
saíram às ruas para protestar
contra medidas que ameaçam a soberania
da nação.
Na Venezuela, enquanto as multinacionais sabotam
para desestabilizar o governo Chávez,
começa a reação em defesa
da revolução venezuelana.
Também no Brasil, sintonizados com o
mesmo sentimento, trabalhadores da cidade e
do campo seguem exigindo do governo que cumpra
os compromissos que estiveram na base de sua
reeleição.
Os
servidores não estão dispostos
a pagar pela crise e por isso organizam a mobilização
contra a suspensão dos reajustes acordados
com o governo. Ao ministro Paulo Bernardo que
diz “a greve não faz aparecer dinheiro
nos cofres públicos”, os servidores
respondem: “o que ‘aparece’
com a greve é a política do governo
na distribuição orçamentária.
O ‘problema’ que a greve pode resolver
é obrigar o governo a atender aos servidores
em vez de atender aos patrões - banqueiros
em primeiro lugar - beneficiados pela especulação
fi nanceira” (Boletim do Sindsep-DF).
De norte a sul das Américas a luta é
a mesma. Um passo para ajudar na unidade dessa
luta é a proposta de realizar no México
o Segundo Encontro Continental em defesa da
soberania dos povos, contra os tratados de livre
comércio, contra as privatizações
e pela reestatização do que foi
privatizado.
Por isso nos somamos aos sindicalistas e dirigentes
políticos, às entidades do Brasil
e de vários países do continente
na preparação do Encontro. Chamamos
nossos leitores a discutir e apoiar essa iniciativa,
conquistar novas adesões e batalharmos
para construir uma delegação brasileira
auto-financiada, como é organizado o
próprio Encontro.
30 ANOS DE O TRABALHO
Nessa edição especial com o suplemento
em homenagem ao nosso camarada Pierre Lambert,
abrimos uma campanha de assinaturas para reforçar
nosso jornal que completa, no próximo
1º de maio, 30 anos de existência
completamente independente, um jornal auto-fi
nanciado. Uma vitória, num momento histórico
em que não faltam ofertas de fi nanciamento
para quebrar a independência dos trabalhadores,
e que podemos comemorar, com a contribuição
dada pelo camarada Lambert cuja militância
manteve, até o fim, a coerência
na defesa da independência política
e financeira da luta dos trabalhadores.

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