Começa
o sexto ano de governo Lula.
Cinco anos se passaram e a maioria oprimida
da nação continua sofrendo as
conseqüências da aplicação
de uma política submissa aos interesses
do imperialismo, na direção contrária
à afirmação da soberania
nacional e do atendimento das reivindicações,
para o que esse governo foi eleito. Agora Lula,
derrotado no Congresso pela burguesia que inventou
a CPMF, quer jogar nas costas dos servidores
o ônus da política que tira dinheiro
da nação para pagar a dívida.
O governo fala em aumentar imposto das operações
financeiras e lucros bancários, mas nos
fatos, Paulo Bernardo, ministro do Planejamento
comunica sobre o reajuste dos servidores: “Não
temos a mínima condição
de decidir aumento de servidores neste momento
de desequilíbrio”.
Ora, desequilíbrio, para os interesses
do povo, é garantir R$ 61 bilhões
de superávit (de janeiro a outubro de
2007) para pagar a dívida federal que
sugou nos cinco anos do mandato de Lula R$ 998
bilhões.
Estão certos os servidores, e estamos
com eles, quando iniciam mobilizações
e discutem a greve contra esse ataque, que não
para aí.
O
governo fala em cortar gastos, tal como a burguesia
exige, entre eles, o orçamento do ministério
do Desenvolvimento Agrário. Está
certo João Pedro Stedile do MST ao dizer
que o governo deve criar “vergonha na
cara e cumpra com seus compromissos históricos”,
Folha de S.Paulo, 7 de janeiro.
Segundo dados desse jornal, baseados em decretosde
desapropriação do Diário
Oficial da União, em 2007 o governo Lula
desapropriou apenas 204,5 mil hectares, terra
que permite assentar apenas 6 mil famílias.
E 150 mil famílias acampam nas estradas!
Submetido ao agro-negócio, Lula se recusa
a atualizar o índice de produtividade
da terra (que data de 1975) para efeito de desapropriação.
E o ministro Cassel, Desenvolvimento Agrário,
justifica: “A avaliação
do presidente é que tem de encontrar
um momento político oportuno para isso”
(FSP 7/01).
Em países vizinhos como na Venezuela,
Bolívia e Equador, os governos Chávez,
Evo e Correa, sob a impulsão da lutas
das massas,
tomam medidas, ainda que limitadas, mostrando
que é possível enfrentar as ordens
de Washington, apoiando-se na luta do povo.
Nesse
ano que começa, continuamos na luta com
os trabalhadores, com a exigência de que
o governo Lula rompa com a submissão
ao imperialismo, tomando medidas de soberania
como recuperar para a nação a
Vale do Rio Doce e faça a Reforma Agrária.
Medidas que corresponderiam a um verdadeiro
governo de um Partido dos Trabalhadores digno
desse nome. Nessa luta estamos ao lado dos povos
e governos da Venezuela e Bolívia, atacados
por Bush e seus aliados para derrotar as revoluções
em curso nesses países. A convocação
do 2º Encontro Continental (abril, México)
faz parte do esforço -começando
por agrupar nos diferentes países os
que combatem pela soberania - de construir a
unidade dos povos do continente que lutam livrar-se
do imperialismo.

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