JORNAL O TRABALHO
Nº
667 –
18 de novembro a 3 de dezembro de 2009
Os fatos demonstram: é necessário que o Partido dos Trabalhadores retome seu compromisso com a base social, trabalhadores da cidade e do campo, que nasceu para representar.Aposentados se manifestaram no Congresso Nacional pelo fim do Fator Previdenciário e por reajustes mais justos da aposentadoria, como prevê projeto do senador Paulo Paim (PT-RS). Entretanto esses projetos são combatidos por deputados do PT que, reproduzindo o discurso do governo, dizem que não tem de onde tirar o dinheiro.Como é possível dizer que não tem dinheiro, se milhões são desviados para desonerar patrões e pagar juros da dívida, através do superávit fiscal primário?Centenas de petroleiros, sindicalistas e jovens, participaram da audiência pública no Senado para defender o projeto da Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT) por uma Petrobras 100% estatal que controle toda a riqueza produzida em nossas reservas petrolíferas. Medida que retomaria para a nação o dinheiro que hoje é desviado para as grandes multinacionais do petróleo. Isso passa por revogar as medidas do governo FHC do PSDB, que quebrou o monopólio da Petrobras.Em 11 de novembro, 50 mil sindicalistas participaram da 6ª Marcha da classe trabalhadora levando a exigência da redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, cujo projeto está parado no Congresso e a base governista não faz nenhum esforço para aprovar.Os sem-terra ocuparam fazendas do banqueiro Daniel Dantas, na verdade terras griladas, e a mídia, com o Judiciário, inicia nova ofensiva que resultou na condenação à prisão de dois dirigentes do MST. Os latifundiários e seus representantes no Congresso, muitos deles na base governista, vão ao ataque, confortados por terem um defensor de seus interesses no Ministério da Agricultura. O PT está chamado a enfrentar essas questões e propor ao governo Lula e à candidata Dilma, medidas necessárias para atender as reivindicações da maioria do povo. Para isso é necessário livrar-se dos "parceiros", representantes da política do imperialismo, que são como o cavalo de Tróia: a atual política de alianças traz consigo os inimigos que querem destruir as organizações construídas pela classe, como o próprio PT.São questões levantadas pelas chapas Terra Trabalho e Soberania no processo de eleição direta para as direções do PT (PED).Numa reunião no interior de São Paulo, um trabalhador dos Correios, comentando que o ministro da Agricultura do PMDB impede a atualização dos índices de produtividade da terra para efeito de reforma agrária, concluiu: "Temos isso também nos Correios, onde a direção da empresa, do PMDB, não cumpriu o acordo fechado no Palácio do Planalto, e precisou duas greves fortes para obrigar a cumprir." De fato, é preciso livrar-se da aliança nacional com o PMDB, que representa interesses opostos aos dos trabalhadores, para que o PT e seu governo possam satisfazer as necessidades do povo.Depois do PED a discussão e a luta prosseguem. Reunindo delegações de vários estados, inclusive petistas identificados com chapas distintas que disputaram o PED, o Encontro Nacional do Fórum Dialogo Petista de 13 de dezembro vai discutir a continuidade do combate por outra política para o PT. |