JORNAL O TRABALHO
Nº 635 – 6 a 20 de março de 2008
Não
à guerra de Bush, soberania dos povos
Desestabilização e caos! Essa é política do imperialismo estadunidense na América do Sul e em todos os continentes.
O
ataque à soberania do Equador pelas tropas colombianas, sob as ordens
do governo Uribe, títere de Bush, é a prova de que o imperialismo
está disposto a ir às últimas conseqüências
na sua política de guerra para derrotar os processos revolucionários
no continente. É a política de guerra do Estado sionista de
Israel, títere do imperialismo estadunidense no Oriente Médio,
que, em alguns dias,
matou mais de 100 palestinos civis, entre eles crianças, na Faixa de
Gaza.
Dois dias antes do ataque ao Equador, um alto comandante militar dos EUA reuniu-se em Bogotá, com a cúpula do exército para “compartilhar informação vital sobre a luta contra o terrorismo”.
Uribe justificou o bombardeio que matou 17 membros das Farc’s no Equador, reivindicando a resolução da ONU utilizada para a guerra contra o Afeganistão.
O imperialismo não economizará esforços para isolar e derrotar a revolução venezuelana e todos os processos em curso no continente, onde os povos gritam por soberania na luta para viver como nações livres.
Com os nossos camaradas do Equador, dizemos: “o imperialismo se serve de Uribe para semear a guerra e enfrentamentos em todo o continente (...) Nós trabalhadores e povos queremos recuperar nossas riquezas”.
O imperialismo não pode suportar as medidas de defesa da nação e dos interesses do povo venezuelano tomadas pelo governo Chávez. O imperialismo quer derrotar a luta do povo boliviano que arranca conquistas e combate a tentativa de dividir o país, quer derrotar a luta da maioria oprimida do Equador para impor à Assembléia Constituinte medidas de soberania.
A que serve o papel de “mediador” a que Lula se propõe? “Na conversa com Correa, interlocutores afirmam que Lula sinalizou que o papel do Brasil é de ser mediador e não tomar partido do Equador ou da Colômbia (FSP 6/03)”. Sim, é preciso tomar partido! Não haverá paz e soberania no continente sob a batuta de Bush e sua política imperialista. Estamos ao lado de Chávez, quando afirma: “o Equador contará com nosso incondicional apoio” O governo Bush comandou a fraude eleitoral em 2006 nas eleições presidenciais no México contra López Obrador, para que seu vassalo Calderón assumisse a presidência. Bush não pode tolerar que milhares de mexicanos tenham se manifestado no dia 24 de fevereiro, contra a privatização da PEMEX (estatal do petróleo) e voltarão às ruas em 18 de março quando completam 70 anos da nacionalização do petróleo, convocados por López Obrador.
Na luta contra a opressão e a exploração, os povos necessitam
de unidade, através de suas organizações. É para
ajudar nessa via que, no início de abril, ocorre no México o
Segundo Encontro Continental, em defesa da soberania e da recuperação,
para as nações, de tudo o
que foi privatizado e contra os Tratados de Livre Comércio. Uma delegação
brasileira se somará as delegações de diversos países
do continente para dizer:
na guerra de Bush, contra os povos, estamos ao lado dos povos, estamos ao
lado dos governos Chávez e Correa contra o ataque imperialista.