Informes: segundoencuentrocontinental@gmail.com

II ENCUENTRO CONTINENTAL

Cidade do México, 4, 5 e 6 de abril de 2008

 

Companheiras e companheiros :

Nos dias 12, 13 e 14 de agosto de 2005, realizou-se o Primeiro Encontro  Continental pela nacionalização (estatização) dos hidrocarbonetos (pteróleo e gás), contra as privatizações e pela soberania nacional de nossos povos convocado pela Central Obrera Boliviana (COB),  Federação Sindical de Trabalhadores Mineiros da Bolívia e pelo Acordo Internacional de Trabalhadores e Povos.

 

(…) Desde então, de norte a sul do continente americano, as lutas dos trabalhadores e povos demonstraram o rechaço à política do imperialismo estadunidense, encarnada pelo governo Bush e governos nacionais a seu serviço.

 

Essa política se expresa nos Tratados de Livre Comércio, nas ocupações militares (Haití), na  multiplicação de bases militares (Colombia e Equador), de fraudes eleitorais (México), intentos separatistas com os quais se busca autonomizar departamentos ricos em petróleo e gás na Bolívia ou zonas ricas em minerais no Perú, sob pretexto da “regionalização ”, ou ainda a pretensão de impor em todos os países o Plano Etanol, que significaria mais mortes de camponeses e mais políticas impostas pelo agro-negócio dos EUA  que negam o direito à terra a milhões de famílias  (…).

 

Trata-se de uma política que busca destruir nossas nações, negar qualquer traço de soberania a nossos povos, destruir todas as conquistas dos trabalhadores arrancadas em lutas heróicas, por mínimas que sejam, aprofundando a dominação sobre nossos povos e a exploração de nossos recursos naturais em benefício  das multinacionais e especuladores.

 

O rechaço ao imperialismo por parte de amplos setores explorados e oprimidos de nosso continente, levou governos como o de Evo Morales na Bolivia, Hugo Chávez na Venezuela e Rafael Correa no Equador, a adotar medidas na via da recuperação para a nação do que foi privatizado em governos anteriores, particularmente hidrocarbonetos, eletricidade e recursos minerais.

 

Esse rechaço se expressou nos 49% de votantes que disseram Não no referendo sobre o TLC na Costa Rica (7 de outubro de 2007), apesar da fraude e ameaça de uma intervenção militar imperialista, (…), na luta dos imigrantes pela anistía nos EUA, para que sejam considerados trabalhadores com iguais direitos que todos os demais, na greve dos trabalhadores da Chrysler e da General Motors nos EUA, na apresentação de candidatos independentes dos partidos Republicano e Democrata e na formação do  Partido da Reconstrução na via da organização independente dos negros e de uma partido de trabalhadores  nos mesmos EUA. O mesmo rechaço se expressou na manifestação da CUT do Brasil no último 15 de agosto em Brasília e nos mais de 3,5 milhões de votos pela anulação do leilão que privatizou a Cia. Vale do Rio Doce no Plebiscito Popular realizado em setembro.  (…).

 

O momento pede a realização do II Encontro Continental, para coordenar nossos esforços na luta antiimperialista, pela ruptura com todos os tratados de livre comérico, pela defesa da unidade e integridade das nações, pela defesa das empresas e serviços públicos, pela respeito à soberania nacional e pela libertação nacional, luta que  deve ter o seu eixo na política de unidade das forças que manifestam sua vontade de defender a soberania nacional, a classe trabalhadora e suas organizações.

Por que realizar o II Encontro no México?

Os anos de 2006 e 2007 foram marcados pela intensificação do movimento popular no México, contra a imposição da política do imperialismo estadunidense que leva ao desmantelamento da nação e de suas conquistas históricas.

 

As eleições de 2 de julho de 2006 registraram a vontade majoritária e soberana do povo de eleger  Andrés Manuel López Obrador como presidente. Mas essa vontade foi desconhecida através de uma fraude (…). As manifestações de massa contra a fraude eleitoral combinaram-se com a luta do povo de Oaxaca – que continua – que constituiu a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), e muitas outras expressões de luta.

 

Em 2007, milhares de manifestantes voltaram a ocupar as ruas da Cidade do México na “Marcha da Tortilla”, em protesto contra a alta dos preços do milho e outros produtos básicos como resultado direto da aplicação das exigências do TLCAN/Nafta pelo governo ilegítimo de Calderón.

 

Realizar o II Encontro Continental na Cidade do México, permitirá aos companheiros de outros países não só conhecer a realidade mexicana e contribuir com suas experiências de luta (…), mas também ajudará a reforçar a luta em todos os países do continente através da solidariedade ativa e mútua, incluindo companheiros dos EUA e  Canadá (…).

Unamo-nos todos no Encontro!

Renacionalizar (reestatizar) o que foi privatizado, derrotar os Tratados de Livre Comércio em suas distintas modalidades, defender as empresas e serviços públicos, os contratos coletivos e a independência dos sindicatos, afirmar o papel do  movimento operários e popular na luta pela soberania nacional, são questões concretas e comuns que nos afetam a todos trabalhadores e povos de todo o  continente.

 

Nós, os que assinam e o Acordo Internacional de  Trabalhadores e Povos, solicitamos a todas as organizações sindicais, políticas e populares que coincidam com os eixos deste chamado, que o subscrevam e se considerem parte da organização do II Encontro Continental que se realizará nos dias 4, 5 e 6 de abril de 2008 na Cidade do México.

 

Primeiros convocantes:

México: Unión Nacional de Trabajadores Agrícolas (UNTA). Sección 22 del SNTE-CNTE). Sindicato Nacional de Trabajadores Mineros, Metalúrgicos y Similares de la República Mexicana (SNTMMySRM). Sindicato de Trabajadores de la UNAM (STUNAM). Sindicato Independiente de Trabajadores de la Universidad Autónoma Metropolitana (SITUAM). Coordinadora Nacional de Trabajadores de la Educación (CNTE-SNTE). Movimiento Nacional Organizado Aquí Estamos (MONAE). Alianza de Tranviarios de México (ATM). Coordinación Nacional de la Convención Nacional Democrática (CND). CND del Ajusco Medio D. F. Unión Nacional de Organizaciones Regionales Campesinas Autónomas (UNORCA). Coordinadora Nacional Plan de Ayala (CNPA). El Barzón Popular. Bolivia: Miguel Zubieta, secretario general de la Confederación Obrera Departamental de Oruro, regional de la Central Obrera Boliviana (COB). Brasil: Temístocles Marcelos, membro da Executiva nacional da CUT. Antonio Carlos Spis, membro da Executiva da CUT e do Sindipetro de Sao Paulo. Chile: Luis Mesina, Secretario General de la Confederación Bancaria de Chile. Colombia: Liga Internacional de Mujeres por la Paz y la Libertad. Ecuador: German Huayamave León, Frente de defensa de los Trabajadores Activos y Jubilados de la Empresa Eléctrica del Ecuador. Estados Unidos: Consejo Laboral de San Francisco de la AFL-CIO. Federación Estatal de Carolina del Sur de la AFL-CIO. Nancy Wolforth, secretaria general del Sindicato Internacional de Profesionales y Empleados de Oficina, (OPIEU-AFL-CIO). Baldemar Velasquez, presidente de Farm Labor Organizing Committee (Comité de Organización de Trabajadores Agrícolas), Chuck Mack, vice presidente del sindicato nacional de Teamsters. Al Rojas, Frente de Mexicanos en el Exterior (FME), Asociación de los trabajadores Latinos en el sindicato de los Teamster (Hispanic Caucus of the Teamsters Union).  Guadalupe: Unión General de Trabajadores de Guadalupe (UGTG). Perú: Central General de Trabajadores de Perú (CGTP). Luis Castillo Carlos, secretario general de la Federación Nacional de Trabajadores Mineros, Metalúrgicos y Siderúrgicos de Perú (FNTMMSP), Antolín Huascar Flores, presidente de la Confederación Nacional Agraria (CNA), Mario Huaman Rivera, secretario general de la CGTP. Uruguay: Isidoro Carreño Pereira, en nombre del Sindicato Único de Telecomunicaciones (SUTEL-PIT-CNT).  República Dominicana: Roberto Miranbeaux, presidente del comité ejecutivo nacional de la Asociación Nacional de Profesores de Agricultura (ANPA).

Acuerdo Internacional de los Trabajadores y los pueblos:

Julio Turra (Brasil), Luis Vázquez Villalobos y Humberto Martinez Brizuela (Mexico), Alan Benjamin (EU) y Daniel Gluckstein (Francia), coordinador.

 

 

Contatos no Brasil: julioturra@cut.org.br

 

Contribua financeiramente com o Encontro, ajudando a custear as delegações do Brasil e outros países!

 

Conta Poupança Bradesco (para contribuições):

Agência 421-9 (Heitor Penteado/USP)

Conta 39 784-9