II ENCUENTRO CONTINENTAL
Companheiras
e companheiros : Nos dias 12, 13 e 14 de agosto de 2005, realizou-se o Primeiro Encontro Continental pela nacionalização (estatização) dos hidrocarbonetos (pteróleo e gás), contra as privatizações e pela soberania nacional de nossos povos convocado pela Central Obrera Boliviana (COB), Federação Sindical de Trabalhadores Mineiros da Bolívia e pelo Acordo Internacional de Trabalhadores e Povos.
(…) Desde então, de
norte a sul do continente americano, as lutas dos trabalhadores e povos
demonstraram o rechaço à política do imperialismo estadunidense, encarnada
pelo governo Bush e governos nacionais a seu serviço. Essa política se expresa
nos Tratados de Livre Comércio, nas ocupações militares (Haití), na
multiplicação de bases militares (Colombia e Equador), de fraudes
eleitorais (México), intentos separatistas com os quais se busca autonomizar
departamentos ricos em petróleo e gás na Bolívia ou zonas ricas em minerais
no Perú, sob pretexto da “regionalização ”, ou ainda a pretensão de
impor em todos os países o Plano Etanol, que significaria mais mortes
de camponeses e mais políticas impostas pelo agro-negócio dos EUA que negam o direito à terra a milhões de famílias
(…). Trata-se de uma política
que busca destruir nossas nações, negar qualquer traço de soberania
a nossos povos, destruir todas as conquistas dos trabalhadores arrancadas
em lutas heróicas, por mínimas que sejam, aprofundando a dominação sobre
nossos povos e a exploração de nossos recursos naturais em benefício das multinacionais e especuladores. O rechaço ao imperialismo
por parte de amplos setores explorados e oprimidos de nosso continente,
levou governos como o de Evo Morales na Bolivia, Hugo Chávez na Venezuela
e Rafael Correa no Equador, a adotar medidas na via da recuperação para
a nação do que foi privatizado em governos anteriores, particularmente
hidrocarbonetos, eletricidade e recursos minerais. Esse rechaço se expressou
nos 49% de votantes que disseram Não no referendo sobre o TLC na Costa
Rica (7 de outubro de 2007), apesar da fraude e ameaça de uma intervenção
militar imperialista, (…), na luta dos imigrantes pela anistía nos EUA,
para que sejam considerados trabalhadores com iguais direitos que todos
os demais, na greve dos trabalhadores da Chrysler
e da General Motors nos EUA,
na apresentação de candidatos independentes dos partidos Republicano
e Democrata e na formação do Partido
da Reconstrução na via da organização independente dos negros e de uma
partido de trabalhadores nos mesmos EUA. O
mesmo rechaço se expressou na manifestação da CUT do Brasil no último
15 de agosto em Brasília e nos mais de 3,5 milhões de votos pela anulação
do leilão que privatizou a Cia. Vale do Rio Doce no Plebiscito Popular
realizado em setembro. (…). O momento pede a realização
do II Encontro Continental, para coordenar nossos esforços na luta antiimperialista,
pela ruptura com todos os tratados de livre comérico, pela defesa da
unidade e integridade das nações, pela defesa das empresas e serviços
públicos, pela respeito à soberania nacional e pela libertação nacional,
luta que deve ter o seu eixo
na política de unidade das forças que manifestam sua vontade de defender
a soberania nacional, a classe trabalhadora e suas organizações. Por que realizar o II Encontro no México?
Os anos de 2006 e 2007
foram marcados pela intensificação do movimento popular no México, contra
a imposição da política do imperialismo estadunidense que leva ao desmantelamento
da nação e de suas conquistas históricas. As eleições de 2 de
julho de 2006 registraram a vontade majoritária e soberana do povo de
eleger Andrés Manuel López Obrador
como presidente. Mas essa vontade foi desconhecida através de uma fraude
(…). As manifestações de massa contra a fraude eleitoral combinaram-se
com a luta do povo de Oaxaca – que continua – que constituiu a Assembléia
Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), e muitas outras expressões de luta.
Em 2007, milhares de
manifestantes voltaram a ocupar as ruas da Cidade do México na “Marcha
da Tortilla”, em protesto contra a alta dos preços do milho e outros
produtos básicos como resultado direto da aplicação das exigências do
TLCAN/Nafta pelo governo ilegítimo de Calderón. Realizar o II Encontro
Continental na Cidade do México, permitirá aos companheiros de outros
países não só conhecer a realidade mexicana e contribuir com suas experiências
de luta (…), mas também ajudará a reforçar a luta em todos os países
do continente através da solidariedade ativa e mútua, incluindo companheiros
dos EUA e Canadá (…). Unamo-nos todos no Encontro!
Renacionalizar (reestatizar)
o que foi privatizado, derrotar os Tratados de Livre Comércio em suas
distintas modalidades, defender as empresas e serviços públicos, os
contratos coletivos e a independência dos sindicatos, afirmar o papel
do movimento operários e popular na luta pela soberania
nacional, são questões concretas e comuns que nos afetam a todos trabalhadores
e povos de todo o continente. Nós, os que assinam
e o Acordo Internacional de Trabalhadores
e Povos, solicitamos a todas as organizações sindicais, políticas e
populares que coincidam com os eixos deste chamado, que o subscrevam
e se considerem parte da organização do II Encontro Continental que
se realizará nos dias 4, 5 e 6 de abril de 2008 na Cidade do México. Primeiros convocantes:
México:
Unión Nacional de Trabajadores
Agrícolas (UNTA). Sección 22 del SNTE-CNTE). Sindicato Nacional de Trabajadores
Mineros, Metalúrgicos y Similares de la República Mexicana (SNTMMySRM).
Sindicato de Trabajadores de la UNAM (STUNAM). Sindicato Independiente
de Trabajadores de la Universidad Autónoma Metropolitana (SITUAM). Coordinadora
Nacional de Trabajadores de la Educación (CNTE-SNTE). Movimiento Nacional
Organizado Aquí Estamos (MONAE). Alianza de Tranviarios de México (ATM).
Coordinación Nacional de la Convención Nacional Democrática (CND). CND
del Ajusco Medio D. F. Unión Nacional de Organizaciones Regionales Campesinas
Autónomas (UNORCA). Coordinadora Nacional Plan de Ayala (CNPA). El Barzón
Popular. Bolivia: Miguel Zubieta, secretario general de la Confederación
Obrera Departamental de Oruro, regional de la Central Obrera Boliviana
(COB). Brasil: Temístocles Marcelos, membro da Executiva
nacional da CUT. Antonio Carlos Spis, membro da Executiva da CUT e do
Sindipetro de Sao Paulo. Chile: Luis
Mesina, Secretario General de la Confederación Bancaria de Chile.
Colombia: Liga Internacional
de Mujeres por la Paz y la Libertad. Ecuador:
German Huayamave León, Frente de defensa de los Trabajadores
Activos y Jubilados de la Empresa Eléctrica del Ecuador. Estados Unidos: Consejo Laboral de
San Francisco de la AFL-CIO. Federación Estatal de Carolina del Sur
de la AFL-CIO. Nancy Wolforth, secretaria general del Sindicato Internacional
de Profesionales y Empleados de Oficina, (OPIEU-AFL-CIO). Baldemar Velasquez, presidente
de Farm Labor Organizing Committee (Comité de Organización de Trabajadores
Agrícolas), Chuck Mack, vice presidente del sindicato nacional de Teamsters.
Al Rojas, Frente de Mexicanos en el Exterior (FME), Asociación
de los trabajadores Latinos en el sindicato de los Teamster (Hispanic
Caucus of the Teamsters Union). Guadalupe:
Unión General de Trabajadores de Guadalupe (UGTG). Perú:
Central General de Trabajadores
de Perú (CGTP). Luis Castillo Carlos, secretario general de la Federación
Nacional de Trabajadores Mineros, Metalúrgicos y Siderúrgicos de Perú
(FNTMMSP), Antolín Huascar Flores, presidente de la Confederación Nacional
Agraria (CNA), Mario Huaman Rivera, secretario general de la CGTP. Uruguay:
Isidoro Carreño Pereira, en nombre del Sindicato Único
de Telecomunicaciones (SUTEL-PIT-CNT). República Dominicana: Roberto Miranbeaux, presidente del comité ejecutivo
nacional de la Asociación Nacional de Profesores de Agricultura (ANPA). Acuerdo Internacional
de los Trabajadores y los pueblos: Julio Turra (Brasil),
Luis Vázquez Villalobos y Humberto Martinez Brizuela (Mexico), Alan Benjamin (EU) y Daniel Gluckstein (Francia),
coordinador. Contatos
no Brasil: julioturra@cut.org.br Contribua
financeiramente com o Encontro, ajudando a custear as delegações do
Brasil e outros países! Conta
Poupança Bradesco (para contribuições): Agência
421-9 (Heitor Penteado/USP) Conta
39 784-9
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