| ROMPER COM A
POLÍTICA DE GUERRA DE BUSH! EM DEFESA DA
PAZ E DA SOBERANIA! Uma nova grande ameaça
ronda a América do Sul. O governo Bush que depois
do bombardeio do exército colombiano ao Equador declarou que “apoiamos nosso aliado democrático”, e
o governo da Colômbia, queriam da Organização dos Estados Americanos
(OEA) reconhecesse o ataque de 1º de março como “legítima defesa”, sob
o pretexto de “combate ao terrorismo”. A OEA aprovou, em 18
de março, uma resolução que afirma “Repudiar
a incursão das forças militares e efetivos da polícia da Colômbia em
território do Equador” (ponto 4 da Resolução).
Mas nada está resolvido, o perigo não está afastado. A resistência dos povos
impediu que Bush e Uribe fossem até onde pretendiam, nesse momento.
Mas o governo estadunidense declarou não apoiar seu ponto 4. “Os Estados
Unidos apoiou o texto, mas expressaram reservas sobre o ponto que rejeita
o bombardeio colombiano ao acampamento das Farc em território equatoriano.
Para Washington a Colômbia agiu em legítima defesa ao realizar o ataque”
(Reuters). Bush começou a guerra
contra o Iraque ignorando a ONU, que seu próprio governo controla, e
agora ameaça a América do Sul. A ação do
exército colombiano abre uma nova etapa na ofensiva do imperialismo estadunidense
contra os povos do sub-continente e os povos de todas as Américas. Bush, que enfrenta no
interior dos EUA a resistência da maioria oprimida, do povo negro que
luta para viver, faz da guerra o meio de manter o sistema em crise da
propriedade privada dos grandes meios de produção, empurrando a humanidade
à barbárie. Em 20 de março completa
cinco anos de guerra contra o Iraque que já matou centenas de milhares
de civis, quatro mil soldados americanos, mais de 4 milhões de iraquianos
estão refugiados. Três trilhões de dólares gastos para matar e destruir
o país! E para esse caos, o mesmo que mata e oprime o povo palestino,
que Bush quer empurrar a América do Sul. A
revolução venezuelana está em perigo, o continente está em perigo! O bombardeio ao Equador
prepara as condições, inclusive, para uma intervenção militar na Venezuela,
para derrotar a revolução nesse país. E com a revolução venezuelana
quebrar toda a resistência que levanta os povos de norte a sul do continente.
Para Bush, o povo da
Venezuela não pode ter o controle de suas bacias petrolíferas, a nação
boliviana não deve continuar existindo, as bases militares estadunidenses
em território sul-americano, com a de Manta, devem monitorar a ofensiva
imperialista. Para Bush a riqueza da nação brasileira deve continuar
sendo entregue para nutrir a sobrevivência do sistema da propriedade
privada. Contra essa política lutam os povos em todo
continente. Fora
a doutrina Bush! Bush comanda a operação
de Uribe contra o Equador e depois despacha
Condoleezza Rice, recebida por Lula no Palácio do Planalto. "Fronteiras são importantes, mas as fronteiras não podem se
tornar meios pelos quais terroristas se escondem e se envolvem em atividades
de matar civis", ela disse. “Flexibilização das fronteiras”,
esse é o significado de suas palavras, expressando a doutrina Bush contra
as nações e os povos. As mentiras derrubadas
por terra para justificar a invasão do Iraque voltam agora nas acusações
contra os governos da Venezuela e do Equador. Falsificações grosseiras
são apresentadas para criar no continente o ambiente que propicie a
guerra. O imperialismo está
arando o terreno: "Estamos obviamente muito preocupados com a situação que veio à tona na
região” disse Condoleezza Rice na sua visita ao Brasil. A política de guerra
é a mesma que promove a crise financeira. Crise que, nas palavras do
diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn,
“vai a durar bastante tempo" e terá "graves conseqüências”.
Os milhões que perderam suas casas no EUA já sentem essas conseqüências.
Os milhares de empregos ameaçados, a exigência de corte de gastos, são
essas as conseqüências, gravíssimas para o povo, dessa crise do apodrecido
sistema capitalista. O objetivo da guerra
é o mesmo, só que de outra forma, da pilhagem promovida pelos Tratados
de Livre-comércio (como o Nafta ou Mercosul) em benefício das multinacionais
e da privatização que rapina as riquezas nacionais. O imperialismo não pode
tolerar que os povos da Venezuela, do México, da Bolívia, do Equador
e do Brasil, digam: o petróleo é da nação! Não pode tolerar que o povo
negro dos EUA diga, queremos viver, e busquem organizar seu próprio
partido, como o Partido da Reconstrução, alimentado pela luta dos negros,
vítimas do furacão Katrina e que agora dá mais um passo através da candidatura
negra independente de Cynthia McKinney. Para derrotar essas
lutas, Bush, grita: guerra aos povos! Resistência
dos povos que querem viver como nações livre O governo Chávez, da
Venezuela, Ortega da Nicarágua, além do próprio Equador, condenaram
o ataque de Uribe, rompendo relações com o governo da Colômbia. A CUT
Colômbia também condenou, “nossa
central diz claramente que nenhuma justificativa pode ser alegada para
uma agressão dessa natureza”, e manifestações de protestos levaram
milhares de colombianos à rua. No Brasil, o Partido
dos Trabalhadores repudiou a ação: ”O Partido dos Trabalhadores manifesta sua solidariedade
ao governo e ao povo equatoriano, repudiando a invasão do espaço territorial
soberano do Equador por tropas colombianas. Não há pretexto que justifique
esta violação do direito internacional, inspirada numa doutrina fracassada
que, a pretexto de ‘combater o
terrorismo’, tem gerado destruição e instabilidade em várias regiões
do mundo”. A quem serviu, o governo
Lula ao buscar “mediar” o conflito? Não era de se esperar que o governo Lula, como
o PT, se colocasse ao lado do país agredido, o Equador, como fez Chávez? “Apreciamos
bastante os esforços que o presidente Lula e outros líderes da região
fizeram para atingir a reconciliação e diminuir tensões”, disse
Condoleezza no Brasil. Ela, a porta-voz do governo que promove a guerra
e vem buscar apoio para prosseguir na sua política! É inaceitável o ministro
de Lula, Celso Amorin, dizer, em relação ao governo Bush: "Nossa cooperação
e nosso diálogo em temas internacionais tem sido muito amplo. Temos
tido as melhores relações com os EUA em relação ao Oriente Médio, Haiti.” Isso significa
o criminoso esmagamento da soberania do povo haitiano pelas tropas de
ocupação comandada por tropas brasileiras, isso significa o vergonhoso
compromisso do governo brasileiro com a operação de Bush, com o governo
de Israel, contra o povo palestino. Sim a política de Bush
gera destruição e instabilidade. E a face interna dessa
política é a que desviou do país 140,3 bilhões de juros da dívida, no
ano de 2007, que retoma as privatizações e nega a Reforma Agrária. O “combate ao terrorismo”
é o nome da doutrina Bush para fazer a guerra contra os povos. Não é
chegada a hora do partido exigir de Lula que rompa com essa política?
Não à guerra, paz e soberania! Não é isso que um governo do PT deveria
fazer, ao lado do povo brasileiro e dos povos do continente que lutam
para livrar-se da barbárie imposta pela política imperialista? Lula rompa
com a política de guerra de Bush! Abaixo
a guerra, as privatizações e os TLCs! “Nenhum passo atrás”,
gritaram os milhares de mexicanos que se reuniram no centro da cidade
do México, em 18/03, dia em que se comemorou os 70 da nacionalização
do petróleo, para impedir a tentativa do governo Calderón, imposto pela
fraude orquestrada por Bush, de privatizar a PEMEX. Os povos lutam pelo
controle de suas riquezas, para viver como nações livres. O Segundo Encontro Continental
vai reunir no México delegações de países do continente na busca da
construção da unidade da luta dos povos, dos trabalhadores e suas organizações,
para por fim às privatizações e os Tratados de Livre Comércio, para
defender a retomada de tudo que foi privatizado e a soberania das nações. Desse Encontro, com
certeza sairão propostas para reforçar a luta anti-imperialista no continente,
a defesa da soberania das nações e da revolução venezuelana. É nessa
via que nos engajamos ajudando a construir a delegação do Brasil. Unidade dos
povos e dos trabalhadores, pela soberania das nações, pela paz! Não á guerra de Bush! 19 de março
de 2008 Corrente O Trabalho do Partido dos Trabalhadores,
Seção brasileira da 4ª Internacional |